
“Ela conhecia todos os cantos de mundo. Os detalhes dos sopros de vento, as características dos sete mares, as peculiaridades da terra que há de comê-la. Desbravava sentimentos, controlava as águas, conhecia pelo olhar cada pessoa que com ela esbarrava. Ela sabia muito sobre tudo. Sentia-se segura, como uma muralha. Não havia como cair em um buraco, sabia o mundo de cor e salteado. Tinha asas nospés, tinha borboletas infinitas no estômago e um caleidoscópio nos olhos. Via tudo, via incrível, via bonito. Mas sabia que de bonito a ilusão era completa. A garota não caia nas armadilhas, estava de pé como ferro. Mas, às vezes - algumas vezes -, o coração se remexia um pouco lá dentro, as borboletas entravam em estado de loucura, o caleidoscópio ficava mais matizado, e a armadura se partia. Isso pela única coisa que podia ruí-la: o erro de amar.”Tweet

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